HWMonitor Restaura Leitura de Temperatura do Hotspot das GPUs RTX 50 da NVIDIA
A CPUID acaba de lançar a versão 1.65 do HWMonitor, que reintroduz a leitura de temperatura do hotspot para as GPUs da série GeForce RTX 50 “Blackwell” da NVIDIA. Essa atualização traz à tona um recurso que havia sido desativado, mas entender o que isso significa é essencial para gamers e entusiastas de hardware.
O que aconteceu
Desde o lançamento da série RTX 50, a NVIDIA impôs restrições rigorosas ao acesso dos dados do sensor de hotspot, impedindo que ferramentas populares, como HWMonitor e GPU-Z, se conectassem a essas informações cruciais. Isso gerou frustração entre os usuários, que buscavam um método para monitorar o desempenho térmico de suas GPUs, especialmente em situações de overclock.
Detalhes da atualização
Com o lançamento da versão 1.65 do HWMonitor, esse cenário mudou. A nova versão consegue contornar as restrições impostas pela NVIDIA, permitindo a leitura da temperatura do hotspot mesmo sem uma API pública disponível. Essa inovação não só alivia a frustração dos usuários, mas também fornece dados valiosos que podem impactar o desempenho das placas gráficas.

O que isso significa na prática
Para os entusiastas de overclock, essa atualização representa uma chave para desbloquear o verdadeiro potencial das GPUs RTX 50. A capacidade de monitorar a temperatura do hotspot pode ajudar a evitar o thermal throttling, que muitas vezes compromete o desempenho durante sessões intensivas de jogos ou benchmarking.
Um exemplo prático é o relato de um usuário conhecido como “Madness”, que testou a nova versão do HWMonitor em uma RTX 5090 modificada. Com um sistema de resfriamento a água, ele registrou uma temperatura de hotspot de cerca de 68°C, contrastando com uma leitura de 51°C para a temperatura geral da GPU, evidenciando a diferença e a importância de monitorar o hotspot em condições extremas.
Contexto: A relação da NVIDIA com os dados de temperatura
A histórica restrição da NVIDIA ao acesso a esses dados não é novidade. A empresa chegou até a remover os sensores de temperatura das versões anteriores, resultando em leituras que chegavam a absurdos 255°C, que claramente não eram realistas. O Igor’s Lab já havia destacado problemas com o hotspot nas RTX 50, que, se não abordados, poderiam reduzir a longevidade das GPUs.
Análise do impacto da atualização
Ao reintroduzir a leitura do hotspot, a CPUID não apenas se destaca como uma heroína para os entusiastas, mas também se coloca em uma posição competitiva no mercado de software de monitoramento. Esta atualização, apesar de gerar descontentamento com a NVIDIA, reforça a necessidade de transparência no monitoramento de hardware e levanta questões sobre a política de dados das grandes fabricantes.
Conclusão: O futuro da monitorização em GPUs
Com a atualização da CPUID, o cenário para os usuários de GPUs NVIDIA RTX 50 parece mais promissor. O que resta saber é como a NVIDIA reagirá a essas mudanças. Será que a empresa reconsiderará seu acesso a dados em futuras versões ou continuará a barrar o acesso a informações essenciais? A capacidade de um software de contornar essas limitações pode influenciar como as grandes marcas se comportam em um futuro próximo. Você acha que mais ferramentas seguirão o caminho da CPUID com atualizações similares?



