Attack Shark R5 Turbo chega com 8.000 Hz sem fio

A Attack Shark anunciou o R5 Turbo, seu novo mouse gamer sem fio de alto desempenho, com lançamento previsto para 23 de outubro. O modelo combina carcaça de fibra de carbono injetada, peso aproximado de 43 gramas e polling de até 8.000 Hz tanto na conexão sem fio quanto por cabo.
O aparelho sucede o R5 Ultra no topo do catálogo da marca chinesa, conhecida por periféricos ultraleves com preços mais baixos que os de fabricantes tradicionais. A empresa ainda não divulgou o valor do Turbo, mas o R5 Ultra custa cerca de US$ 80 nos Estados Unidos, quantia equivalente a aproximadamente R$ 405 antes de impostos e despesas de importação.

O R5 Turbo será vendido nas cores preto, branco e Dune, um tom bege inspirado em paisagens desérticas. Além da nova opção visual, a atualização em relação ao R5 Ultra está concentrada no processamento, na taxa de comunicação e em mudanças internas que permitem operar em 8.000 Hz sem depender de uma conexão com fio.
Sensor de 60.000 DPI e componentes voltados à precisão
O sensor PixArt PAW3950MAX oferece ajuste de 1.200 a 60.000 DPI, em intervalos de 50 DPI. A especificação indica uma faixa ampla de sensibilidade, útil para quem alterna entre movimentos mais controlados e configurações de cursor rápidas, embora o número máximo, por si só, não determine a precisão prática do mouse.
A Attack Shark também informa velocidade de rastreamento de 750 IPS e aceleração de até 60 G. Na rotina de jogo, esses parâmetros ajudam a descrever o quanto o sensor consegue acompanhar movimentos velozes e mudanças bruscas de direção sem perder o registro, mas o resultado depende ainda da superfície, da configuração e da consistência do conjunto.
Os botões principais usam switches ópticos Omron, com durabilidade declarada de até 100 milhões de cliques. A roda de rolagem emprega um encoder TTC Golden Wheel com acabamento eletrodepositado, escolha que compõe a ficha técnica de um produto apresentado como topo de linha dentro do portfólio da marca.
Ficha técnica do Attack Shark R5 Turbo
| Item | Attack Shark R5 Turbo |
|---|---|
| Peso | Cerca de 43 g (± 3 g) |
| Carcaça | Fibra de carbono injetada, vazada |
| Sensor | PixArt PAW3950MAX, até 60.000 DPI |
| Velocidade | 750 IPS, 60 G |
| Chip | Nordic nRF54LM20 |
| Polling | 8.000 Hz, com e sem fio |
| Conexões | Cabo, 2,4 GHz e Bluetooth |
| Switches | Omron ópticos, 100 milhões de cliques |
| Bateria | 290 mAh, até 300 horas a 1.000 Hz |
| Cores | Preto, branco e Dune |
| Lançamento | 23 de outubro |
A estrutura vazada, com desenho semelhante a um favo de mel, ajuda a reduzir o peso, enquanto a fibra de carbono injetada forma a carcaça. O acabamento descrito pela fabricante como “frio ao toque”, semelhante ao vidro, busca diminuir a sensação de aderência causada pelo suor durante sessões prolongadas.
Com cerca de 43 gramas, o Turbo é aproximadamente quatro gramas mais pesado que o R5 Ultra e o F1 Air, ambos citados com 39 gramas. A Attack Shark relaciona essa diferença ao uso de um chip e de uma bateria maiores, uma troca que pode interessar a quem prioriza conectividade avançada, mas não a quem escolhe o periférico sobretudo pelo menor peso possível.

O que muda com o polling de 8.000 Hz
O principal avanço técnico está no microcontrolador Nordic nRF54LM20, que substitui o nRF54L15 usado no R5 Ultra. Segundo a empresa, o novo componente viabiliza a taxa de polling de 8.000 Hz também na conexão sem fio e registra latência de clique de 0,168 milissegundo em testes internos.
Polling indica quantas vezes por segundo o mouse comunica sua posição ao computador. Em 8.000 Hz, essa comunicação pode ocorrer até oito mil vezes por segundo, contra mil vezes por segundo em uma configuração de 1.000 Hz; a diferença reduz o intervalo entre atualizações, mas seus efeitos tendem a depender do jogo, do sistema e da capacidade do computador de processar os dados.
No modo competitivo, a fabricante afirma que o chip pode alcançar mais de 20.000 quadros por segundo na varredura do sensor, com menor aquecimento e consumo em comparação com a geração anterior. São números divulgados pela própria Attack Shark, e não resultados de uma avaliação independente do produto.
“O R5 Turbo entrega ainda mais precisão e velocidade aos jogadores competitivos.”
Gavin Cheng, CEO e cofundador da Attack Shark
O receptor de 2,4 GHz mantém o formato de barbatana associado à marca, com antena estendida e três LEDs. Os indicadores mostram o modo de conexão, a taxa de polling e o nível de bateria, informações úteis para conferir o estado do periférico sem depender exclusivamente do software.
A bateria de 290 mAh tem autonomia declarada de até 300 horas quando o mouse opera a 1.000 Hz. Esse número não deve ser projetado para o uso contínuo em 8.000 Hz: taxas de atualização mais altas aumentam a atividade do sistema e podem reduzir consideravelmente a duração entre recargas, embora a empresa ainda não tenha informado uma estimativa específica para esse modo.

Software na nuvem e a experiência de configuração
O software do R5 Turbo terá configuração pela nuvem, além da opção tradicional de download, e deverá reconhecer o mouse automaticamente para permitir ajustes de DPI, polling e funções dos botões. A iniciativa responde a uma dificuldade recorrente em periféricos de marcas menores: programas pouco intuitivos podem transformar recursos avançados em opções difíceis de localizar ou configurar.
A facilidade de acesso ao driver pode ter impacto prático maior do que parece na ficha técnica. Se o reconhecimento automático funcionar como prometido, o usuário poderá ajustar o comportamento do mouse sem precisar procurar manualmente o modelo correto ou instalar um pacote diferente para cada revisão do produto.
Um produto que disputa espaço entre leveza e recursos
A Attack Shark construiu presença no segmento com mouses leves e preços competitivos, uma combinação que atrai jogadores interessados em experimentar especificações de alto desempenho sem pagar necessariamente o valor cobrado por marcas mais estabelecidas. O R5 Turbo amplia essa estratégia ao reunir um sensor de ponta, conexões variadas e uma taxa de polling que até pouco tempo aparecia sobretudo em modelos voltados ao público entusiasta.
Essa disputa também revela uma mudança nas prioridades do mercado de periféricos. Os fabricantes já não competem apenas por sensor e peso: autonomia, qualidade dos switches, conectividade sem fio rápida e software passaram a compor o pacote que justifica — ou não — o preço final.
O desafio está em equilibrar esses elementos sem fazer a ficha técnica funcionar apenas como uma lista de números. Uma taxa de 8.000 Hz pode ser atraente para jogadores competitivos, mas o ganho percebido não será igual para todos; para quem joga casualmente, conforto, formato, duração da bateria e custo podem pesar mais na decisão.
No Brasil, a Attack Shark comercializa seus produtos por meio de lojas como Amazon e de importadores. O R5 Ultra aparece por volta de R$ 500 no país, mas ainda não há preço oficial ou data confirmada para a chegada do Turbo ao mercado brasileiro; a possibilidade de lançamento local semanas depois da estreia internacional depende de a empresa repetir a estratégia adotada com o modelo anterior.
O R5 Turbo apresenta uma proposta clara: sacrificar alguns gramas em relação a modelos mais leves para oferecer 8.000 Hz sem fio, nova plataforma de processamento e uma bateria de maior capacidade. A decisão de compra dependerá menos do número máximo impresso na embalagem e mais do valor cobrado, da autonomia real em alta frequência e da diferença que cada jogador consegue sentir no uso diário.
Fonte(s): Attack Shark, via PR Newswire e TechPowerUp.
Com quatro gramas a mais que o R5 Ultra em troca de polling de 8.000 Hz sem fio, qual característica teria mais peso na sua escolha: a leveza, a autonomia ou a velocidade de resposta?
Equipe do Universo Geek News.



