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Final Fantasy Resonance estreia com média de 85 no OpenCritic

Final Fantasy Resonance chega às lojas na próxima quinta-feira (22), mas as primeiras análises já indicam que o novo RPG da Square Enix tem boas chances de agradar: o jogo estreou com média 85 no OpenCritic e recomendação de 90% dos críticos cadastrados na plataforma. As notas do Metacritic também superam 80 pontos em todas as versões avaliadas, embora haja diferenças entre as plataformas.

O retrato inicial é o de um jogo que não pretende reinventar a fórmula da série, mas encontra força ao recuperar elementos familiares de Final Fantasy. O retorno ao combate por turnos e a presença de cristais no centro da trama ajudam a explicar por que parte da crítica recebeu a aventura com entusiasmo — e por que outras análises apontam problemas na escrita.

Notas altas, mas com diferenças entre plataformas

No OpenCritic, Final Fantasy Resonance aparece com média 85 e índice de recomendação de 90%. No Metacritic, os resultados variam conforme a plataforma: a versão para PC registra média 89, enquanto as edições de PlayStation 5 e Xbox Series X|S chegam a 85, e a de Switch 2 fica em 83.

Esses números colocam o lançamento em uma faixa de recepção amplamente positiva, mas não indicam unanimidade. A diferença entre 89 no PC e 83 no Switch 2, por exemplo, é pequena o bastante para não apontar, por si só, uma disparidade decisiva na experiência; as notas agregadas também não explicam quais aspectos pesaram em cada avaliação.

Quem pretende comprar o jogo deve tratar as médias como um panorama, não como uma garantia de que todos os elementos funcionarão igualmente para qualquer jogador. A recepção crítica sugere uma aventura sólida, mas as ressalvas sobre ritmo e diálogo mostram que a narrativa pode ser um ponto de divisão.

Final Fantasy Resonance vale a pena? Confira as notas do novo RPG da série
Imagem: Divulgação/Square Enix

O que as análises elogiam — e onde surgem as ressalvas

Entre as avaliações mais positivas, aparecem elogios ao retorno às batalhas por turnos e à capacidade do jogo de transformar uma experiência originalmente ligada ao mobile em um RPG de maior fôlego. WCCFTech atribuiu 95 pontos e descreveu o título como um retorno triunfante às raízes da série; Siliconera e Windows Central deram 90, com a segunda publicação destacando a surpresa com a qualidade da adaptação.

As críticas mais moderadas se concentram sobretudo na narrativa. A IGN avaliou o jogo com 80 pontos e mencionou diálogos fracos em trechos longos da história, enquanto a GameSpot deu 70 e observou que a aventura acerta mais do que erra.

A avaliação mais baixa entre as citadas veio da Eurogamer, que atribuiu 60 pontos. O texto reconhece o trabalho de adaptação das mecânicas de batalha para um RPG completo, mas lamenta a qualidade da escrita — uma crítica que ajuda a explicar a distância entre as notas mais altas e as mais cautelosas.

Esse contraste é mais informativo do que a média isolada: o combate parece ser um dos pilares mais consistentes do projeto, enquanto a história pode não sustentar o mesmo nível de interesse para todos. Para quem acompanha Final Fantasy principalmente pelos sistemas de batalha, isso pode ser uma troca aceitável; para quem prioriza personagens e diálogos, a ressalva merece atenção.

Turnos, cristais e Visions definem a aventura

Final Fantasy Resonance é apresentado como uma versão atualizada do jogo mobile Brave Exvius e recupera características associadas aos capítulos clássicos da série. A trama coloca os cristais elementais, responsáveis por proteger o mundo, no centro de uma ameaça que impulsiona a jornada dos protagonistas Rain e Lasswell.

Final Fantasy Resonance vale a pena? Confira as notas do novo RPG da série
Imagem: Divulgação/Square Enix

O conflito começa quando o grupo conhecido como Sworn Six of Paladia inicia a destruição dos cristais. Rain e Lasswell partem para impedir os antagonistas e, ao longo do caminho, encontram aliados que ampliam o grupo e ajudam a enfrentar os desafios da missão.

Outra peça importante do sistema são os Visions, ligados a protagonistas de capítulos anteriores da franquia. Eles concedem novos poderes aos personagens e também liberam vantagens permanentes, o que cria uma camada de progressão conectada ao repertório histórico de Final Fantasy.

O material disponível não detalha números de desempenho, resolução, taxa de quadros, motor gráfico ou diferenças técnicas entre as versões. Por isso, as notas por plataforma não devem ser interpretadas como prova de que uma edição tenha melhor performance do que outra: elas refletem a avaliação geral dos críticos, não uma comparação técnica direta.

O que muda para quem joga no PC e nos consoles

Na prática, a combinação de combate por turnos e progressão por Visions aponta para uma experiência em que planejamento e fortalecimento dos personagens têm papel central. Em vez de depender apenas de reflexos, o jogador precisa considerar como as habilidades e vantagens acumuladas podem contribuir para cada confronto.

A estrutura também pode atrair quem sente falta de sistemas tradicionais em uma série que, ao longo dos anos, explorou diferentes formas de combate. Isso não significa que Resonance seja uma cópia de jogos antigos: a mecânica dos Visions e sua origem mobile indicam uma adaptação própria, ainda que apoiada em referências reconhecíveis.

Para quem joga no Switch 2, a média 83 sugere uma recepção favorável, mas não substitui informações específicas sobre a versão. O mesmo vale para PC, PS5 e Xbox Series X|S: a pontuação geral oferece um sinal de qualidade, enquanto preferências por plataforma, controles e desempenho precisam ser avaliadas com dados mais concretos após o lançamento.

Uma adaptação mobile que tenta provar seu valor

Levar um jogo mobile para uma aventura apresentada como RPG completo envolve mais do que ampliar a duração ou reunir conteúdo em um único pacote. É preciso fazer com que sistemas originalmente pensados para sessões e progressão de outra escala sustentem uma campanha que prenda a atenção, com combate, ritmo e narrativa capazes de funcionar em conjunto.

As avaliações indicam que a Square Enix teve êxito considerável nessa transição, sobretudo ao reformular as batalhas e aproximar o jogo de convenções clássicas da franquia. Ao mesmo tempo, as críticas à escrita lembram que uma boa estrutura de combate não resolve automaticamente os desafios de contar uma história envolvente.

Esse tipo de relançamento também conversa com um público que pode ter perdido o contato com o título em sua forma mobile, ou que prefere jogar em PC e consoles. A operação amplia a vida comercial de uma obra e abre uma nova porta de entrada para a série, mas depende de ajustes que façam sentido para quem espera uma experiência completa, não apenas uma transposição.

REVIEW | Final Fantasy Resonance retorna ao básico para mostrar a força da série

Um lançamento promissor, sem consenso absoluto

Com médias acima de 80 em todas as plataformas avaliadas e um índice elevado de recomendação, Final Fantasy Resonance começa sua trajetória comercial em posição confortável. O retorno aos turnos, os cristais e a progressão ligada aos Visions formam uma proposta clara, enquanto a origem mobile dá ao jogo uma identidade diferente dentro da franquia.

As notas, porém, não apagam os pontos de atrito: a qualidade dos diálogos e o peso da história parecem variar bastante na percepção dos críticos. Para quem se interessa principalmente por combate e sistemas de progressão, o balanço inicial é animador; quem busca uma narrativa especialmente marcante pode preferir esperar impressões mais detalhadas.

Final Fantasy Resonance chega na quinta-feira (22), com versões para PC, PlayStation 5, Xbox Series X|S e Switch 2 entre as plataformas avaliadas. O teste decisivo será descobrir se a força de suas batalhas e referências clássicas consegue compensar as limitações narrativas apontadas por parte da crítica — você daria prioridade ao combate ou à história na hora de escolher um novo Final Fantasy?

Fonte: Metacritic, OpenCritic

Jhonatan S. Cecilio

Equipe do Universo Geek News.

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