Metro 2039 vai além de um mero game, afirma criador da série

Metro 2039: A Experiência que Transcende os Limites dos Jogos

Responsável por escrever os livros que inspiraram a série de jogos da A4 Games, Dmitry Glukhovsky afirma que Metro 2039 não deve ser considerado somente um jogo. No evento X, o escritor destacou que o novo projeto vai além disso e pode ser tratado como uma verdadeira “experiência” com impactos mais amplos.

Glukhovsky também enfatizou acreditar que, “em tempos de guerra, histórias precisam refletir a realidade, para registrá-la”. Este comentário é relevante no contexto da guerra entre a Rússia e a Ucrânia, uma situação que teve impactos diretos na própria desenvolvedora do jogo, que está situada no país invadido.

Metro 2039 é esse espelho. Mas, como esperado de espelhos, você vai ver sua própria reflexão quando olhar para ele. Quem é você?”, questiona o autor dos livros. Ele lançou o primeiro volume de sua história, 2033, em março de 2010 — o livro fez grande sucesso ao apresentar um mundo pós-apocalíptico no qual o que restou da humanidade sobrevive nos metrôs de cidades como Moscou.

Metro 2039 vai ser o capítulo mais sombrio da série

Conforme a A4 Games já havia confirmado publicamente, a guerra entre Rússia e Ucrânia teve impactos severos na narrativa do próximo game. A expectativa é que a nova entrega traga ainda mais comentários políticos e questionamentos sobre a natureza da guerra do que seus antecessores, que já exploravam tais temáticas.

No ambiente envolvente de Metro 2039, os jogadores vão voltar aos subterrâneos de Moscou para descobrir o que aconteceu após o jovem Artyom escapar da metrópole. A trama deve explorar como o Novo Reich estabeleceu controle sob a liderança do Spartan Hunter, uma figura que era aliada nos jogos anteriores.

Glukhovsky revelou que o jogo que será lançado é bem diferente da primeira versão, que foi abandonada quando o conflituoso cenário começou. Ele explicou que, devido a suas críticas à atual presidência russa, foi condenado a 8 anos de prisão e vive isolado do país, o que adiciona uma camada de profundidade à narrativa do jogo.

Metro 2039 vai além de um mero game, afirma criador da série
Imagem: Divulgação/Deep Silver

Para o autor, Metro 2039 pode ser considerada a história mais madura que já escreveu, chegando a um ponto onde não pode mais ser simplesmente classificada como uma distopia ou uma obra de ficção científica. Apesar das diferenças entre os caminhos dos livros e dos jogos, Glukhovsky mantém um forte envolvimento em ambos os meios, impactando as direções que a A4 Games decidiu seguir.

Metro 2039 não é apenas um novo jogo da série; é uma reflexão sobre os tempos atuais, um espelho para a sociedade e uma chamada à consciência. A forma como os desenvolvedores abordam a complexidade da guerra e suas consequências pode muito bem estabelecer um novo padrão na narrativa dos videogames. Ao final, o que podemos nos perguntar é: a experiência de jogar Metro 2039 será capaz de mudar nossa percepção sobre a realidade que estamos vivendo?

Fonte: Insider-Gaming

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